Mais uma pérola para a coleção de impropérios proferidos por esse governo ilegítimo. O ministro interino da Justiça, Alexandre Moraes – aquele suspeito de ter relações escusas com o PCC -, disse que o Brasil precisa “de menos pesquisa em segurança pública e mais armamento”. A frase foi cometida em entrevista coletiva na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro. Voltamos à barbárie e esqueceram de nos avisar.

O interino também criticou a “burocracia” que, segundo ele, envolve a compra de armamento. A prioridade do seu governo, caso Michel Temer permaneça como presidente (ilegítimo, vale lembrar), vai ser munir as Forças de segurança com mais armamento. O ministro ignora que essa “solução” é mais uma forma de estimular a violência do que de combatê-la. A questão da segurança pública, assim como em todas as outras esferas, tem que ser resolvida com responsabilidade e expertise. Comprar mais armas é a “solução” mais fácil, porém não a mais inteligente.

Ele também ressalta que vai intensificar a repressão nas comunidades para acabar com a “glamourização” dos traficantes. Não é segredo pra ninguém a forma como a polícia age nas favelas, promovendo um verdadeiro genocídio dos jovens negros e pobres. Na prática, as declarações do ministro interino querem dizer que esse quadro vai piorar ainda mais. Haverá mais sangue na mão das polícias e a culpa é desse desgoverno.

Em entrevista ao Alerta, Marcos Rolim, consultor em segurança publica e especialista em Direitos Humanos, disse que não dá para pedir mais de um modelo falido. “Todas as nações que avançaram na segurança pública alcançaram seus resultados investindo muito em pesquisa e afastando da cena pública bufões, demagogos e incompetentes. No Brasil, muitos desta turma viram gestores. Alguns até ministros. Nesse quadro, a homenagem à ignorância é parte constitutiva da tragédia que estamos presenciando”.