O governo Temer fechou dois contratos para compra de veículos blindados Guarani destinados ao Exército: um com a montadora Iveco e outro com a empresa israelense Elbit. O custo total chega a R$ 6,3 BILHÕES e a aquisição foi feita sem licitação.

O contrato com a Iveco, de R$ 6 bi, prevê a entrega de 1.580 veículos blindados até 2035. Com a empresa Ares, ligada à israelense Elbit, o prazo é mais curto. Serão 215 torres de armamentos como metralhadoras para equipar esses veículos, ao custo de R$ 328 milhões, entregues ao longo dos próximos quatro anos.

Para se ter uma ideia da dimensão desse investimento, o orçamento total do Exército para 2017 foi estimado em R$ 40,8 bilhões –a maior parte para o pagamento de pessoal. As despesas com aquisição de equipamentos, obras ou instalações, segundo o projeto de lei orçamentária, são da ordem de R$ 1,8 bi.

 

No momento em que o governo federal declara acentuada crise financeira, determina ajuste fiscal para áreas sensíveis como saúde, educação e previdência e ainda reduz benefícios e programas sociais, ficam algumas perguntas no ar:

  • Por que priorizar uma aquisição tão dispendiosa para o Exército nesse momento?
  • Uma compra com valores expressivos não deveria ter sido submetida a uma licitação pública?
  • Será que essa compra está no bojo de uma negociação maior do governo Temer com as Forças Armadas que inclui, por exemplo, a exclusão dos militares na reforma da Previdência?
  • Será que o frágil governo de Temer busca força no Exército brasileiro?

 

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