Michel Temer fez um pronunciamento para a imprensa nesta segunda-feira (13/02) para anunciar que enviou ao Congresso Nacional proposta de regulamentação do direito de greve dos servidores públicos. Entretanto, não foi dado publicidade ao texto.

Ele fez questão de dizer que a ação não tem ligação com o movimento feito pelos policiais militares no Espírito Santo. O direito de greve está previsto na Constituição. A decisão sobre greves que paralisam os serviços essenciais como saúde, educação e segurança, costumam ser resolvidas em ações judiciais. Só que no momento em que os estados estão em condição falimentar e na esfera federal se congelam os gastos públicos por 20 anos exatamente os que afetam a saúde, a educação e a segurança, Temer investe na repressão e em coibir o direito constitucional à greve.

Michel Temer também aproveitou a oportunidade para reforçar que o governo federal colocou as Forças Armadas “à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem nos Estados da Federação brasileira”.

O que o governo Temer entende como “qualquer hipótese de desordem”? A repressão nas ruas passará a ser feita pelas Forças Armadas?

Afinal, estamos há quantos minutos de 1964?

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