Construindo uma narrativa fantasiosa, o governo de Michel Temer classificou como “um grande acerto” a convocação das Forças Armadas, por meio do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), para conter a manifestação dos movimentos sociais que ocorria na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24).

O ministro da defesa Raul Jungmann disse à rádio CBN na manhã desta quinta-feira (25) que “Se o comandante da área, general Ferreira Gomes, informar que estamos em tranquilidade, que não existe nenhum foco de resistência, que não existe possibilidade de retornar ao clima anterior, obviamente daremos a sugestão ao presidente que seja revogada“. É bom que o ministro assim como Michel Temer saiba que a resistência está em todo o Brasil e não é caso de polícia e nem do uso do exército.

Este decreto foi classificado como uma “Medida autoritária, inconstitucional e ilegal. Uma afronta às liberdades públicas, claro crime de responsabilidade” pela professora de direito da FGV Eloísa Machado. Além de ter sido considerado ilegal por alguns especialistas, este foi o ato mais extremo de uso da força contra a população desde a ditadura militar.

Após massiva pressão por parte da oposição e de sua base aliada, Michel Temer revogou o decreto menos de 12 horas após sua publicação.